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TRIATHLON

NATACÃO

Não é necessário saber nadar para começar o treinamento no triathlon, pois mesmo que você saiba apenas “flutuar” na água, poderá evoluir rápido se tiver um bom acompanhamento técnico e treinamento regular. O treino de natação deve ser feito em piscina, pois lá fica mais fácil ter o acompanhamento técnico e o material.
O treino em mar ou lago é feito quando você precisa nadar um determinado tempo seguido, situação desagradável em uma piscina, onde você tem que ficar rodando sem parar. É indicado um treino por semana no mar, justamente para se treinar a entrada e saída na água.
Cuidados: – Ficar logo depois da arrebentação, paralelo à areia; – Não entrar em mar agitado; – Ficar longe de locais freqüentado por embarcações e locais de prática de esportes aquáticos.
Minha dica para a largada da natação é se posicionar em um lugar onde você não seja incomodado e também não incomode aqueles nadadores que nadem melhor do que você. Se você ficar no meio dos nadadores, vai tomar pancada. É preferível ficar um pouco para trás e deixar o pessoal brigar na frente. É interessante que você pegue a esteira de alguém que nade no mesmo ritmo que você. Se você estiver encostando muito no pé da pessoa que está na sua frente, procure outra pessoa. É até bom treinar a esteira (uma pessoa atrás da outra) na piscina.
É muito difícil ultrapassar na natação, pois além do aglomerado de pessoas, você terá um desgaste muito grande ao mudar o ritmo. Se engolir água, respire fundo e deixe que a água desça naturalmente, não se desespere. Não é aconselhável fazer o aquecimento dentro da água, faça um trote e um bom alongamento.

CICLISMO:

É muito fácil conseguir uma bicicleta para começar a competir. Hoje, existem várias marcas e modelos no mercado. Eu aconselho marcas importadas porque não existe uma marca nacional que seja ideal para o triathlon. Você precisa cuidar de uma série de itens:
Tamanho da bicicleta: Você pode fazer um quadro sob medida ou pegar uma bicicleta pronta no mercado. As prontas possuem diversas medidas e você se adapta a elas. As pessoas erram quando pensam que a altura da pessoa vai depender do tamanho do quadro. Por exemplo, eu tenho as pernas bastante compridas, então meu quadro tem que ser alto. Minha medida de quadro é para pessoas que tem 1m83 de altura, sendo que eu tenho 1m75. Então isso fica muito relativo. Para se fazer a coisa bem feita, a pessoa deve saber o comprimento dos braços, pernas, tronco e se encaixar no quadro.
Manutenção da bike: Lavar a bicileta, no mínimo, a cada 15 dias. Devido à maresia, quem mora no mar deve diminuir este espaço de tempo. Você não pode lavar a bicicleta com um jato d’água, pois força do jato tira a lubrificação interna. Nunca tire a corrente, pois quanto menos houver o “tira e coloca”, melhor será. O básico da manutenção e ter um câmbio funcionando legal e a corrente limpa e a roda centralizada.
Calibragem: Não se pode exagerar na calibragem, pois há risco de estouro do pneu durante a prova ou ele pode “pular” do aro. 110 é uma boa calibragem, não é indicado colocar menos que isso.
Curvas: Aconselho ficar do meio do pelotão para frente, pois existe risco de queda nas curvas e se houver alguma queda na sua frente, fatalmente você também cairá. Portanto também é bom se manter dos lados do pelotão. Fazer a curva em uma tangente não muito fechada e não muito aberta, além de não brecar longe da curva.
Uma boa posição para a curva é segurar o guidão por baixo, na posição aerodinâmica. Evite brecar com o freio traseiro, pois a bike escorregará. O freio traseiro é só para acompanhar a freiada, feita com o freio dianteiro. Aconselho a também a se posicionar bem atrás do selim.
Melhores posições: No começo do Triathlon, os atletas colocavam o selim bem a frente, pedalando boa parte do tempo em pé. Depois eles foram descobrindo que isso não era interessante, pois isso desgasta a musculatura que será utilizada para correr. A partir daí, o selim foi posicionado mais para trás.
Se você faz uma divisão de forças, de dividi-la entre a parte da frente e de trás de coxa e na panturrilha.
Na chuva: Existem pneus slic e desenhados para chuva, mas eles não fazem tanta diferença, pois os dois escorregam. Tome muito cuidado durante a chuva, principalmente na curva.

CORRIDA:

A corrida é a modalidade que você encontrará menos dificuldade para treinar. Pode ser na rua, em parques, praias. Procurar lugares macios para correr, como areia batida, grama, trilha, pois o impacto é muito grande no asfalto e isso é prejudicial.
É bom também fazer um treino em areia fofa, onde você adquire força. Porém, perto da prova, é melhor treinar em solo mais duro, para acostumar com o impacto.
Não aconselho a colocar o tênis estando de pé, pois você pode esticar a perna e causar câimbras. Tente ficar com a perna flexionada.
Na prova, a corrida é feita “na raça”, com menos técnica, devido também ao cansaço das outras modalidades. Comer um Power Bar, mesmo que você tenha a impressão que não precise, pois no início você tem a sensação de estar totalmente bem e não precisa comer, mas é necessário para completar suas reservas.
Eu também aconselho que, durante a corrida, você pense em alguma coisa agradável, que te faça bem. Isso fortalecerá seu lado psicológico.

TRANSIÇÃO: 

É importante que você se hospede em locais próximos aos locais da prova, para você poder levar um número menor de coisas. Sendo assim, você pode levar apenas o que for realmente necessário durante a prova. Creio que o necessário é levar apenas uma muda de roupa para usar antes e depois da prova.
Se estiver frio, é bom levar um agasalho, pois é interessante se aquecer e manter a temperatura do corpo. Vaselina também bom para passar nas áreas de atrito do corpo, como a virilha, por exemplo. Também é indicado que você leve um Power Bar para para manter a energia durante a prova.
Saindo da água e pegando a bike – (1ª transição): Eu costumo colocar o óculos de sol no suporte da caramanhola, não coloco no rosto assim que saio da água, mas coloco quando já estou em cima da bike para perder menos tempo. Sai da água, só coloca o capacete, joga as roupas de natação e já vai embora. A sapatilha vai ficar travada nos pedais e você vai ficar pedalando por cima das sapatilhas nos primeiros 200 metros, aproximadamente. Coloque os pés na sapatilha quando você atingir uma boa velocidade, pois se a velocidade for baixa você corre o risco de queda.
Final da Bike – (2ª transição): – Ao final do percurso de bike existe uma linha que você não poderá ultrapassar com a bike. 100 metros antes desta linha eu já tiro a sapatilha e continuo pedalando por cima. Você tem que lembrar de não desafivelar o capacete, caso contrário será desclassificado. Tome cuidado, pois o risco de queda nesta área é grande, pois as pessoas descem juntas das bikes

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